Pessoas mais velhas são as que mais consomem e partilham desinformação online, mas não apenas por falta de literacia digital. Um novo estudo publicado na Public Opinion Quarterly aponta como principal fator, o forte enraizamento das suas convicções ideológicas.
A fragmentação dos media e o surgimento de canais hiperpartidários alimentam essa tendência, especialmente entre públicos conservadores. Estudos anteriores também mostram que estes grupos são mais propensos a acreditar em notícias falsas que confirmam as suas crenças.
Apesar disso, a falta de competências digitais não é irrelevante. Segundo Mariken van der Velden, professora na Vrije Universiteit Amsterdam, essa lacuna pode dificultar a identificação de fontes fiáveis, mas não é o principal motivo para a disseminação de desinformação.
O estudo reforça a importância de promover não apenas a literacia digital, mas também o pensamento crítico para combater a desinformação, independentemente da idade.
Fonte: Marketeer